2 de março de 2018

A CASA DO MEU PAI É CASA DE ORAÇÃO

Estimados irmãos e irmãs. Já estamos no Terceiro Domingo da Quaresma. Caminhamos a passos largos rumo a Páscoa. Por isso, não podemos perder tempo nesta jornada, pois o tempo se abrevia.

Continuamos sendo instruídos pela Palavra de Deus que são Palavras de vida eterna (Salmo 18). Tudo o que o Senhor nos ensina é bom, pois sua lei é “perfeita e conforto para a alma”.

No caminho que o povo de Deus fez para a terra prometida, sofreram muitas tentações. Uma delas foi de adorar falsos deuses, abandonando tudo o que o Senhor havia ensinado e esquecendo tudo o que Ele havia feito por eles. É neste contexto de desvio de conduta que temos a proibição de fabricar imagens dos deuses dos pagãos ou de qualquer outra criatura. Porque somente o Deus de Israel é o verdadeiro e merece nossa adoração.

O Senhor não quer um coração dividido. Seu povo deve ser fiel a Ele e não buscar ajuda em coisas criadas por mãos humanas. Ainda hoje o problema continua existindo. Muitos dizem que não creem em Deus mas acreditam piamente nos políticos corruptos, nas ciências, em si próprios, na força dos astros como determinantes para a existência humana. Nosso coração, nossa alma precisam de uma referência superior. Feliz quem persevera nos caminhos do Senhor.

Como acreditar em Cristo crucificado? São Paulo, quando escreve aos Coríntios (2ª Leitura – 1Cor 1,22-25), fala justamente disso: “Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; nós, porém, pregamos Cristo crucificado”. Muitos continuam não entendendo porque Cristo sendo Deus aceitou ser pregado na Cruz, aceitou morrer pela humanidade. Não entendem este gesto de amor e se lançam em coisas aparentemente mais esplendorosa aos nossos olhos. Porém, esse Cristo crucificado, ressuscitou e conduz a sua glória todos os que nele creem e esperam.

Quando Jesus entra no Templo de Jerusalém se depara justamente com essa confusão que continua acontecendo ainda hoje. Muitos templos ainda hoje são transformados em casa de negócio. Pessoas são extorquidas em nome de Deus, tendo que vender tudo, fazer empréstimos para sustentar ladrões que se utilizam dos momentos de fraqueza dos fieis para tirar até o sustento.

Jesus quer que o espaço reservado para a oração, seja lugar de respeito, silêncio onde as pessoas possam fazer uma verdadeira experiência do amor e da misericórdia de Deus. Por isso precisamos zelar por estes espaços mantendo-os limpos, organizados, ornamentados adequadamente.

Respeitar o lugar reservado para a oração é um dever de todos, pois foi para isso que separamos um determinado ambiente. Nossos igrejas não podem ser, como as vezes acontece, lugar de reunião, formação etc. Toda vez que nela adentrarmos, deveríamos ser levados espontaneamente a oração, ao silêncio, ao recolhimento. Pensemos como estão os nossos templos de hoje e como zelamos por eles.

Que o Senhor nos perdoe pelas tentações de colocarmos outras coisas em seu lugar e pelo desrespeito com os espaços para Ele reservados. Ajude-nos ó Pai a sermos mais zelosos; ajuda-nos a sermos mais orantes.

Abençoada semana!

Saudações,
Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência