11 de janeiro de 2018

EIS O CORDEIRO DE DEUS

Queridos irmãos e irmãs. Já entramos no Tempo Comum que para a Igreja se caracteriza por um longo período de 34 semanas onde refletiremos sobre temáticas diversas iluminadas pelos ensinamentos de Jesus narradas pelo evangelista Marcos (exceto este Domingo e em algumas festas e solenidades com textos próprios).

Didaticamente iniciando um novo tempo e o ano civil, a Palavra de Deus nos apresenta o início da vida pública de Jesus e consequentemente o silenciar de João Batista que será inclusive decapitado por denunciar os pecados de Herodes.

João Batista apresenta Jesus como o CORDEIRO DE DEUS (Evangelho Jo 1,35-42), o esperado pelo povo; o prometido por Deus Pai há muitos séculos e que agora está presente no meio dos seus.

Dois dos seus discípulos, que estavam com João, depois de ouvirem seu testemunho sobre Jesus, deixam ele e seguem o novo Mestre. O testemunho de João foi convincente. Ele apontou para Jesus, preparou os caminhos e os corações dos que o escutaram para poderem acolher Cristo.

Jesus viu que estes começaram o segui-lo. Voltando-se para eles pergunta: “o que estais procurando?” Ao que respondem com outra pergunta: “Mestre, onde moras?” Eles querem estar com Jesus. Querem saber onde ele ficava e o que fazia. Depois deste encontro, saem convidando outros: “Encontramos o Messias”. Assim o grupo vai aumentando.

Logo de início podemos refletir sobre alguns aspectos interessantes: João Batista testemunhou Jesus de tal forma que os seus discípulos, que eram pessoas próximas dele, o abandonam e vão seguir Jesus, que é a centralidade da nossa fé. O nosso testemunho leva as pessoas à Jesus? Queremos estar com o Mestre assim como os discípulos desejavam estar? É no estar com o Mestre que eles aprendem, que nós ainda hoje aprendemos, como ser discípulos. Partilhamos dos sonhos e objetivos de Jesus.

Certamente foi um encontro maravilhoso e decisivo para a vida dos discípulos, pois eles vão anunciando aos outros amigos a beleza deste encontro. O nosso encontro com o Mestre nos torna missionários? Queremos que outros façam a mesma experiência que fizemos? Quando não nos sentimos impulsionados a testemunhar Jesus, é porque este encontro profundo, assim como foi com os discípulos, não aconteceu.

Onde podemos encontrar o Mestre hoje? Existem muitos lugares. Ele está presente na Palavra, na Comunidade reunida em seu nome, nos irmãos e irmãs e especialmente na Eucaristia. Nós somos privilegiados, pois podemos nos encontrar com Jesus em várias situações. Ele deseja muito que façamos este encontro. O convite permanece sempre aberto: “VINDE VER!”

Esta dimensão é fundamental no caminho da fé. Uma frase com duas palavras, dois verbos, indicando que a fé não é algo estático. Requer de nós esta dinâmica da caminhada. O Mestre chama os discípulos e a todos nós para irmos ao seu encontro e ver de perto como Ele vive e o que Ele faz. Então, irmãos e irmãs, a decisão sempre é nossa. Precisamos caminhar, ir ao encontro dele. O Senhor não nos obriga e nem força, apenas faz um suave e doce convite: Vinde!

Vamos ao seu encontro? Vamos sair de nossas casas, de nosso comodismo, dos nossos afazeres e ocupações, de nossas preguiças, para estar com quem tudo pode fazer e transformar. Não adianta inventar desculpas dizendo que não temos tempo para rezar, ir a missa, ler a Bíblia. Ele, autor de tudo, inclusive do tempo, merece todo o nosso tempo, o melhor do tempo que temos e não o resto, o que sobra. Todo tempo com Jesus não é tempo perdido, mas ganhado. Pois quanto mais conhecemos o Mestre, mais nos santificamos.

Quanto tempo você fica na frente da televisão? Quanto tempo gasta no Facebook, WhatsApp, twitter, instagram, nas redes sociais compartilhando muitas vezes piadas, acidentes, fofocas? Então, o tempo é questão de escolha. Escolhemos as prioridades da vida. Será que estamos fazendo as escolhas certas? Aquilo que escolhemos tem nos tornado pessoas melhores? Tem nos ajudado a sermos mais santos?

Quando dedicamos tempo para Deus, vamos conhecendo a sua Palavra. Aquilo que o Mestre nos diz, não nos é estranho. Sabemos identificar a sua voz em meio a tantas vozes que gritam no mundo. Samuel (1ª Leitura 1Sm 3,3-10.19) demorou para distinguir a voz de Deus da voz de Eli e precisou de um mestre que o instruísse. Assim também somos nós. Precisamos da Igreja, do Papa, dos Bispos, Sacerdotes para que eles nos orientem por onde devemos caminhar e para conhecermos melhor a voz do Senhor e não sermos enganados por aqueles que se dizem de Deus, mas querem apenas nos causar mal.

Precisamos lembrar sempre aquilo que nos diz São Paulo (2ª Leitura 1Cor 6,13-15.17-20): o nosso corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor. Por isso, é nosso dever, fazer tudo aquilo que agrada a Ele, pois o nosso corpo é santuário do Espírito Santo que mora em nós.

Vamos estar sempre com o Senhor. Só assim podemos mudar o que em nós é pecado e poderemos transformar o mundo em que vivemos. Teremos forças para vencermos os desafios do mundo.

Abençoada semana!

Saudações.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência