17 de novembro de 2017

SERVO BOM E FIEL

Estimados irmãos e irmãs. A cada Domingo e a cada dia que passa, vamos chegando mais perto da Solenidade de Cristo Rei e com isso a conclusão de mais um ano litúrgico. Por isso a Palavra de Deus vai nos provocando quanto a nossa vida, sobre o que fazemos ou deixamos e fazer. Quanto amor e dedicação colocamos naquilo que fazemos. Ela nos alerta para que possamos viver melhor e não quer nos causar medo.

Vivemos uma época em que a falta de confiança nas pessoas tem crescido muito. A palavra dita não serve mais. Tem que registrar o que se falou, assinar e ainda ter testemunhas que validem. Aliás, o próprio estado, através dos cartórios faz isso. Onde chegamos e onde vamos parar?

Ainda sou de uma época, ou aprendi com meus pais, que a palavra tem valor e que precisamos cumprir com o que falamos. Como o mundo seria mais simples e mais verdadeiro se todos fizessem assim. Não precisaríamos burocratizar tanto a nossa vida.

Essa relação fragilizada com as pessoas, também se reflete com Deus. Quantas vezes queremos que Deus prove que nos ama manifestando sinais. Isso é reflexo de uma fé pequena, fria. Aliás, não sei se pode ser chamado de fé, pois quem duvida é porque não acredita que o outro vai realizar o que disse.

O Senhor confia a todos nós dons e talentos, como lemos no Evangelho (Mt 25,14-30) deste 33º Domingo do Tempo Comum. Quantos talentos Ele dá a cada um? Quantos Ele quer. Fundamental é saber que todos recebemos talentos do Senhor!

Ao final de tudo, o mais importante não é pensar quantitativamente, mas se multiplicamos os talentos recebidos. Além de nos dar os dons, é o próprio Senhor que vai nos capacitando com suas graças. Sua Palavra nos instrui a fim de que possamos viver com sabedoria.

A decisão, a escolha é nossa. O que estamos fazendo com os talentos que o Senhor nos deu? Guardamos, escondemos com medo, por desconfiarmos de Deus, por não acreditarmos que Ele nos dará os meios de fazê-los multiplicar? Ou buscamos multiplica-los colocando-os a serviço das pessoas e da edificação do seu Reino?

Na parábola que acompanhamos, Jesus mostra o que acontece com os que multiplicam os talentos recebidos e o que acontece com os que guardam, escondem seus talentos. Será tão bom quando nos apresentarmos diante de Deus e Ele nos disser: “Muito bem, servo bom e fiel!” Agora, será tão triste se tivermos que ouvir: “Servo mau e preguiçoso!”

Muitos preferem ser amigos da preguiça em vez de desenvolver seus dons e talentos. O comodismo é mais um dos males do nosso tempo. Queremos tudo ao clique, rápido, sem exigências ou esforços. Vemos isso nas pessoas que tentam burlar um vestibular, ENEM, concursos. Preguiçosos para estudar, mas espertos para trapacear.

Já pensou se todos nós, todos mesmos, colocássemos os dons e talentos a serviço do Reino? O mundo seria bem melhor. Ah se seria! Quantos avanços mais teriam sido feitos; quantos males teriam sido evitados; quanta alegria nas famílias; mais satisfação e realização pessoal; mais pessoas comprometidas com o bem e com a verdade.

O inimigo não se cansa de trabalhar para que enterremos nossos talentos e dons. Ele quer pessoas frustrados, infelizes, ignorantes pois assim conseguirá dominar mais facilmente.

Então fica o convite: vamos desenvolver sem medo os talentos que o Senhor nos deu. Não fuja! Não seja acomodado! Não se acovarde! Não procure desculpas esfarrapadas como: não tive oportunidade, não tive tempo, não me ajudaram! Pois Deus é o primeiro a nos ajudar com a sua graça diariamente. Quando aproveitamos o que o Senhor nos concede, seremos felizes e realizados. Estude! Leia! Busque! Procure! Ore!

Deus abençoe esta nova semana e nos desperte para a construção de um mundo melhor que começa com cada um fazendo sua parte, desenvolvendo seus talentos!

Saudações!

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência