27 de outubro de 2017

AMARÁS O SENHOR TEU DEUS

Estimados irmãos e irmãs. Graças sejam dadas ao Senhor nosso Deus por suas maravilhas e pela Providência que sempre nos acompanha. Sejamos gratos por podermos chegar a mais um Domingo e podermos ir à sua Casa para bendizê-lo; ir à sua Casa e recebe-lo na Eucaristia e escutá-lo na Palavra que é vida para todos.

Estamos no último Domingo do mês missionário. Vale lembrar que todos os batizados devem ser missionários, pois o Batismo nos compromete com a causa do Reino, com o Evangelho. O batizado tem o dever de se esforçar em ser Evangelho vivo.

A missionariedade é a identidade da Igreja. Ela existe não para si mesma, mas para tornar conhecido o amor misericordioso de Deus. Sendo identidade da Igreja, a missionariedade torna-se assim identidade de todo batizado. Quem deixa Cristo ser o Senhor da sua vida, é impulsionado pelo seu amor a anunciar e testemunhar a misericórdia. Os batizados não podem ficar de braços cruzados diante de tanta indiferença e injustiça. Eles, nós, precisamos desejar que a santificação pessoal e do mundo seja um compromisso permanente.

Missionário não é só aquele que vai para outras terras. Missionário é todo cristão que se compromete em transformar o mundo ao seu redor. Viver o Evangelho e todos os valores a ele atrelados, nos torna agentes evangelizadores fazendo com que sejamos pessoas melhores.

Quando amamos o Senhor nosso Deus com todo o coração, a alma e o entendimento, como nos lembra Jesus no Evangelho (Mt 22,34-40) somos capazes de amar o nosso próximo como a nós mesmos. O despertar missionário nasce desta relação íntima com o Senhor. Não podemos ser missionários anunciando a nós mesmos, mas ao Senhor que com seu amor abraça todos seus filhos e filhas, inclusive aqueles que ainda não o conhecem.

Muitos são os apelos que o Senhor e a Igreja nos fazem porque ainda temos cristãos católicos acomodados e amedrontados em expressarem a sua fé. Por que isso? Geralmente manifestamos que somos torcedores de um time; somos do partido ‘X’ ou ‘Z’; gostamos do esporte tal. Por que não manifestamos também a nossa fé, dizendo que somos cristãos católicos? Por que ter medo ou vergonha?

Claro que não podemos cair no farisaísmo criticado tantas vezes por Jesus. Devemos manifestar a nossa fé e pertença a Igreja de Jesus Cristo não só em palavras e nos objetos devocionais, mas acima de tudo pelas nossas atitudes, palavras, obras. Não basta fazer belos discursos manifestando que somos cristãos. Nossas ações devem manifestá-lo por primeiro.

Quem dera que o elogio que São Paulo faz a comunidade de Tessalônica (2ª Leitura: 1Ts 1,5c-10) servisse para nós hoje. Eles foram uma comunidade que acolheu a Palavra de Deus tornando-se imitadores dos Apóstolos e do Senhor. Eles acolheram e viveram a fé com alegria, apesar das tribulações. Esse é o diferencial dos cristãos: viver a fé com alegria! Não uma alegria superficial, momentânea. Mas uma alegria que nasce do encontro com a pessoa de Jesus Cristo e preenche toda a nossa vida. Uma alegria que contagia, assim como um perfume e faz com que os outros também o desejam experimentar.

Com o salmista (Salmo 17(18)) rezamos: “eu vos amor, ó Senhor, sois minha força e salvação”. Sendo o Senhor nossa força, quem poderá nos derrubar? Confiemos na sua graça e na sua misericórdia.

Abençoado Domingo e esta nova semana que estamos iniciando.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência