18 de agosto de 2017

A MINHA ALMA ENGRANDECE O SENHOR

A Igreja do Brasil celebra hoje a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Os filhos e filhas de Deus vem à Casa do Senhor para bendizer e louvar tudo o que Ele fez e continua fazendo na história da humanidade.

O Dogma da Assunção, definido solenemente pelo Papa Pio XII através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, no dia 1 de novembro de 1950, declarou que a Virgem Maria foi assunta à glória celestial em corpo e alma. A Virgem Imaculada, “preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi assunta de corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho, Senhor dos senhores (cf. Ap 19, 16) e vencedor do pecado e da morte, foi exaltada pelo Senhor como Rainha do Universo” (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 59).

O dogma da Assunção significa a glorificação em corpo e alma da Santíssima Virgem. Depois de sua vida terrena, a Mãe do Senhor encontra-se antecipadamente no estado escatológico dos justos na ressurreição final. Nesse sentido, a crença no dogma da Assunção enche de esperança o coração dos fiéis, pois une a dimensão antropológica, do sentido da existência humana, com o destino escatológico, com o fim último, da humanidade redimida pela cruz de Cristo.

Maria é modelo para todos os filhos de Deus que querem seguir o Mestre de modo perfeito. Ela viveu totalmente disponível para Deus. Por isso o Senhor realizou muitas maravilhas na sua vida. Através dela nos veio o maior de todos os presentes de Deus Pai: seu Filho, Jesus Cristo. Hoje nós somos chamados a levar Deus à todas as pessoas com quem nos encontramos. Levar do jeito de Maria. Levar com alegria, pois levamos o maior de todos os tesouros que a pessoa pode ter. Tesouro este que ninguém pode nos roubar.

Neste terceiro Domingo do mês vocacional a Igreja reza pela Vida Religiosa Consagrada. Assim como Maria, todos os consagrados e consagradas são chamados a viverem somente para Deus e a levarem Jesus a todos os irmãos, especialmente aqueles que não tem mais esperança.

Os religiosos/as devem louvar e bendizer a Deus assim como Maria, vivendo a consagração com alegria. Na Carta Circular aos Consagrados e Consagradas o Papa Francisco convidava os Consagrados/as a serem sinais da alegria: “queria dizer-vos uma palavra, e a palavra é alegria. Onde quer que haja consagrados, aí está a alegria!”

Os homens e mulheres que foram chamados a este modo de vida não podem vive-la tristes e sem esperança. Pois carregam em seus corações o maior de todos os tesouros: Jesus Cristo. E quem tem Jesus em seu coração, não pode viver triste, pois é contraditório. O próprio Senhor enche de alegria os que a Ele se consagram.

Os religiosos e religiosas não estão neste caminho porque são frustrados, mas porque querem viver o batismo na radicalidade, sendo Jesus, o único bem de que necessitam e dependem.

Louvamos e bendizemos ao Senhor por nos dar Maria como modelo de santidade e discipulado e pela Vida Religiosa Consagrada por ser sinal do amor de Jesus Cristo.

Abençoado Domingo e uma semana de muita paz!

Saudações.

Pe. Hermes José Novakoski
Pobre Servo da Divina Providência.